Por: U. Mosckedovarko
Tradução: M. Pistone
Recortes dos pensamentos mais inebriantes de Mosckedovarko fantasiados de anedotas ou desabafos.
“Tédio
Não sei lidar com o tédio e tenho raiva do sentimento de vazio, que aliás vem me acometendo muito mais frequentemente do que vinha. Tenho certeza que não tem nada à ver com o ócio, que penso eu, só mascara tudo que deveria estar doendo.”
Nota: A linguagem mais “esportiva” notada pelo leitor é devida a “desimportância” dada pelo autor enquanto escrevia esses memorandos, que, pensava ele, não seriam publicados.
“Suicídio
Suicídio não é fraqueza, pelo contrário, se usado com astúcia, tirar a própria vida pode ser genial. Não tenho tendências suicidas, mas acho que evoluí o pensamento de existência pra um nível diferente, que é basicamente poder interferir limitadamente no mundo material.”
“Tragédias e Valores
Quem dera a mim que acometesse a minha pátria uma chuva torrencial essa madrugada. Queria que o Caos se instalasse na “Grande Branca”. Alagentos nas regiões baixas, pestes e morte.
Não tenho ódio de nada nem ninguém, mas tudo isso está por ficar muito monótono. Então assusta-se e pensa, “como ele é asno e egoísta, querendo acabar com um dia lucrativo na economia do país por simples gozo”. Mas é ai que está a xarada. Eu queria que a tragédia promovesse uma grande mudança de valores nas pessoas. Tudo que se tem de pronto, pro brejo.
As pessoas iam agir por instinto mais uma vez, o estado ia ter que desdobrar pra resolver o caos; fome, dor e falta de amparo, tudo isso com certeza ia unir as pessoas da forma que era pra ser desde o começo dos tempos. Sempre que chuvisca eu penso: “agora, é ela, mude o mundo chuva, mude”, mas nunca é. Dessa vez não teria Noel, seria só destruição.”
Esse recorte é conturbado devido ao seu teor agressivo e segundo especulações foi escrito pelo autor durante uma crise de raiva e embriaguez.
“Esgueirante do Silêncio
Lá vem ele de novo. Aquele sentimento familiar que me acomete pelo início da madrugada. Já vi que a ressonância do vento no silêncio profundo junto a um monte de escuridão e tédio é o gatilho do maldito. Começa na barriga e sobre num susto para a cabeça, me faz inclinar o queixo pra cima e olhar qualquer tentativa de entretenimento com desdem. É sutilmente terrível. Já descobri o remédio que ameniza a dor, ainda por cima criando um punhado de obras misteriosas e escritas com o sangue do espírito. Me pergunto se algo respeitável e de cunho científico poderia ser tirado disso tudo. Quem sabe a “Grande Branca” venha a se orgulhar de mim?”
Muito provavelmente o termo “Grande Branca” esteja se referindo à Rússia oriental, berço e escola de Mosckedovarko
“Sentimentos Anônimos
Não dá nem pra descrever que diabos é isso.
Um misto de vontade de morrer com vontade de mudar o mundo. É como se eu fosse tão superior que não desse valor a vida, sei que ela serve pra algo bom e grande, na mesma proporção em que é egoísta, mas se não a uso da maneira certa, prefiro dar o lugar pra alguém mais entusiasmado.
É isso, poderia escrever o dia inteiro, mas sei que não vai fazer sentido pra o leitor, e como não há show sem plateia dou um caloroso adeus.”
“Sangue do Espírito
Eu me expresso melhor quando estou calado e não faço sentido”
Nota: Tido como o pensamento mais sucinto e genial do autor, alguns até dizem que a analogia: “Bons perfumes/Fatais venenos, pequenos frascos.” se encaixam perfeitamente nesse recorte.
“Equilíbrio
Passado o caos, há sincronia.”
Nota: Carta endereçada a uma paixão secreta do autor no dia da cerimônia de noivado, o que gerou espalhafate.
“Verdades não existem, mas foram feitas pra serem ditas.
Pare de tentar transformar meu mundo no modelo convencionado e decadente que você um dia idealizou. Quanto mais você tenta fazer com que ele pareça colorido e quente, mais idiota você parece pra os olhos rapinos de quem já está agasalhado. Eu rio de você o tempo inteiro, nem pode imaginar. Os outros sabem da verdade espinhenta e impactante que carrego, mas, por cavalheirismo, impedem que sinta o espeto lodoso da verdade. É, só me resta rir.”
“Pseudo Liderança
Numa guerra social sutilizada pela convivência diária ou por conversas divagativas o vencedor é sempre o macho alfa. Mas qual deles? O natural sai vitorioso até mesmo de uma batalha que perde, coisa que os genes trataram de fazer. Os pré-produzidos alfa artificiais não podem com o poder da funcionalidade da mente de um desses, ah não podem não. Segundo dado a se recolher pra ser bom juíz, é: “qual deles é dominante no plano físico”.
Respondendo essa pergunta você tem uma armadilha na mão, essa só estoura em momentos necessários ou de tensão.
O Alfa do plano mental será dominante até no momento mais pederástico de sua vida, não apoio aqui pois, quem negligencia o corpo. Digo que o macho do plano físico só pode enxergar (devido a sua programação natural) um mundo de funcionalidades que existe e responde tudo de uma maneira muito rústica. Contrariando o Todo e seus projetos insanos.
O Alfa mental por sua vez faz da rusticidade camuflagem e diversão. Mais certo e inescrupuloso que isso impossível; e é o que eu digo: “Deixem que liderem os burros até que se engatilhe o grande momento.”
“
“Dor e Insonia
Tem na minhas costas uma dor que me puxa para cama, como um imã levaria facilmente um grupo de frouxas limalhas de ferro. Ai eu penso: “Se eu for deitar, não consigo dormir, mas se continuar a me entreter a dor me demanda mais chibatadas”. O ódio de não poder optar por um futuro alternativo sem sofrimento. Que coisa.”
“Da Inversão
Foi produto da má interfridação de alguém que um dia tentou se eternizar toda a inversão polar de valores que o mundo sócio-mental se debate hoje. Se um dia era o brilho do ouro que encantava as moças, passou a ser a pedra seca e dura, fosca e sem cor. Proveniente da pena e do medo de terminar por assim um dia, que como numa jogada inventiva o conhecimento do homem de Nazaré foi lançado e canalizado para uma finalidade fétida. Esses fracos homens queriam era sim guardar seu futuro, sobre a segurança de que mesmo se um dia fossem tão uteis quando uma planta infértil seria alvo da compaixão. E porque não pode o ser saber sua hora de morrer?
A medicina evolui e junto com ela o amor ao ser humano, nada mais certo como nada mais contraditório. Quanto mais nos aproximamos da realidade de que barro não fomos e carne sempre sim, mais a fantasia distancia a mente da verdade. Então cria-se deus. Já que não podes conviver com a verdade de que não é importante numa escala colossal dê ao seu lugar espaço pra outro, e faça isso de forma nobre.
“E se espantou um dia a bela moça quando recebeu no seu anel de brilhante um granito poeirento e não polido, então lhe exclamou o galante que cortejava:
‘ É isso agora mulher que vale como o ouro valeu!’
Assistiu na cara rosada dos risonhos o gozo de uma vitória impossível:
‘ Agora acho no chão da rua aquilo que vale nobreza, feliz, feliz seja a inversão!’
E foi só deleite por tanto tempo. Mas e a arma pra combater o que espumava ainda pelo ouro? Que fazer?
‘ Pecam!’ – Gritou pra o povo o risonho – ‘ Peca aquele que porta da beleza demoníaca do ouro, seu brilho excessivo não é aceito pela simplicidade do granito e nunca será!’”
Então me retorcendo por entre pensamentos delirantes travei: mas como pôde a minha cidade perder essa guerra? Como pode o grande ceder ao pequeno? O ouro ao granito?
Juntaram-se mil pequenos e esculpiram os valores no maior escudo que já existiu, fizeram-se a moral do estado. Moral essa que traça seu futuro físico e psicológico, mesmo que se oponha com fé que não. Primeiro lhe arranjam as algemas e travam forte no pulso, uma corrente monetária que não deixa que defeque mais sem que pague pra isso. Depois o avatar familiar, que rompe com qualquer ideia não convencional e permite que o mais caquético tome a frente das decisões, tornando o vigor do jovem pseudo-inferior pela experiência, mesmo não correta, do mais envelhecido. E pra que tema não cumprir o fatídico lhe estapeiam com a religião, que lhe dá um inferno que pune e um céu que massageia. Dois caminhos à seguir, dor ou prazer.
“Dor na terra, prazer no céu. Prazer na terra, dor no inferno.”
Foi o que gritaram os dos valores invertidos.”
“Sobre Bocas e Ouvidos
Não já se sentiu sozinho no mundo? Pois a dádiva dos grandes pensamentos vem com a maldição de vibrar em uma frequência inaudível. És então amigo, como um morcego que canta belamente tentando encantar alguém, mas que falha pelo simples fato do espectador não ter o potencial de ouvir. Sentes sozinho, porque o que tem pra dizer não deve ser dito a qualquer ouvido, mas sim guardado pra ser atirado em pequenas e incandescentes frases e observações.
Quem sabe sua cultura não seja rara, ou seu gosto refinado ou diferente de mais? É por isso que sempre disse:
“ Gênios! Estão à um passo de serem gênios de verdade, mas nunca serão. Porque o verdadeiro atento sabe a importância de ser burro.”
O burro porém nem sabe da inteligência, e como todo ser deve fazer, empilha os tijolos de suas próprias importâncias. Macular-se sempre foi sobre bocas e ouvidos, como purificar-se sempre foi como saber do Nada. Se não for boca diplomática e pouco pomposa pra ouvidos de cupins, cairá. E cairá na única desgraça existente por todo vasto universo: a de não cumprir seu papel como animal terrestre. Sim, pra os cães é fácil para o ser humano tornou-se um teatro. Pois então, respeitar a única desgraça e ser diplomático com ouvidos bufentos, ajudará a não pelejar.”
“Sobre Ser Ínfimo
Exercício muito nobre é esse de saber sobre teu tamanho. Acredito nos Ouroboros.
Um funcionamento muito comum, quando se trata de elevação de conhecimento e personalidade. Notar o quão simples é aquele que porta real conhecimento é a chave que lhe dá abertura à enxergar um Ouroboros. Mas é a simplicidade conotada pelo medo, submissão ou crença? Não! Não é a simplicidade do granito, mas sim a do ouro que não mais olha com espanto pra própria pele por saber que tem aquilo e terá mais.
Se seguinte ao “zero” vem o “um”, que vem antes do “zero”? O “um negativo”, a representação do mesmo grau em polaridade contrária. Se pôde sentir o conhecimento contido nisso poderá entender também a verdadeira indiferença, aquela que tem como base um amor infundamentado, não aquele que é orgulhoso e mascara uma jogada de serpente.
Já pude burlar os longos caminhos e estourar o Ouroboros graças a ciência obscura do meu mundo e um pouco de empenho. Depois de sentir a Centelha Divina soube o quão Nada era eu, assim como tudo que me circunda. Sim! Tive a visão duradoura, e não estalada, de quão somos ínfimos em relação ao Todo. E de como seu tamanho e funcionamento angelical faz com que nos tornemos Nada frente a ele.”
“ Deixem que saltitem e enganem os meus Coringas, deixem. Sabem ele o segredo da vida, oh já. As vezes penso que não se aprende, mas nasce sabendo. Olhem como são belos e usam bem o Álibe, olha como sabem manejar a humildade. É brilhante a forma com que se tornam Superiores por saberem que são ínfimos. São meus Coringas que ocultam e usam o Caos a favor de si mesmos. Isso pois passado o Caos, há equilíbrio.”
O Caos •- •
“O Caos
O Nada
Para compreender as engrenagens regentes do infinito e das possibilidades, o ser que porta inteligente curiosidade, deve primeiro, desmantelar-se. A si, e ao todo. Como uma criança no auge de sua vontade de aprender, desmonta um rádio que não o pertence, sob risco de surra, simplesmente para ver de que forma vibram e saltam seus mecanismos.
Deve se voltar ao primordial, ao início, a aquilo que permite que a matéria e a energia vaguem por aí em constante transformação. O Nada. Aquele que, como uma folha branca na mão de um escritor, permite a obra da criação, simplesmente por dar a dádiva das infinitas possibilidades de invenção.
Antes d’O Tudo, veio O Nada, o vácuo pacífico onde ainda hoje vaga toda a parte palpável e não palpável do universo. Devemos ao Nada o respeito por abdicar sua própria inexistência, para nos dar a chance de experimentar das melhores sensações, essas padronizadas pelo modelo regente de Todo; e simplesmente existir.
Para respeitar o Nada e seu nobre ato de compaixão, deve-se saber de um conceito, que é a única verdade absoluta: “Nada existe”. Parece uma divagação proveniente de uma bebedeira numa data especial ou a frase favorita de um niilista desiludido, mas é o que todo ser prudente deveria saber.
Quando O Nada nos deu a dádiva da existência, jogou-nos em uma ilusão onde o mesmo não existia, quando na verdade, este preenche cada lacuna infértil, que no começo dos tempos, matéria e energia foram incapazes de produzir qualquer infinitude de coisa.
Se um dia o vácuo foi a única existência, então nada realmente é válido. É um princípio primordial, mas que deve ser entendido com cuidado, porque, seu mau uso pode arrancar da vida um sentido, paradoxalmente a finalidade do entendimento disso, que é, dar-lhe um motivo.
Sobre Purificar-se
Sob a luz de que nada realmente é válido, é hora de lavar a mente do agraciado. Entendendo que no micro contexto que se insere seu Ego e seu Eu, tudo que tenta reger é contrário, é contraditório e é bolado por outros Egos e Eus, que como é de se esperar, debatem-se tentando escalar por entre as cabeças alheias.
O primeiro passo prudente na purificação pode ser feito neste exato instante; não acredite nesse livro, dê a sua mente a liberdade de vagar tola por um mundo caótico. Dê a si, a graça da sorte e a maravilha que são as possibilidades. Leia cada linha imprudente desta obra com dúvida e desdem, só assim poderá alcançar-se um dia o Ego que um ser humano correto deveria ter.
Destrua seus conceitos, desacredite nas suas verdades, cegue-se as suas convenções, liberte-se de tudo que automatiza seus atos. Religião, método, sociedade, valor, moral, engajamento. Dê a todos esses buracos negros engolidores de liberdade o castigo da indiferença. Mate seus líderes e esqueça os mártires, basear-se no inatingível é o ato do homem que ama a si e a sua raça. Demita seus ídolos, cultive seus fãs.
Tolice daquele que agora arregala os olhos com distinto espanto, e taxa de subversivo as palavras ditadas a pouco. Este sim, está entalado até o pescoço no modelo de vida que lhe arranjaram antes mesmo de residir no testículo de seu pai.
Não viverá jogado a incerteza o que se propõem a executar o exercício, pois o mesmo só durará um instante, o instante em que sua mente sabe que é livre. Peço aquele que não pôde sentir que esqueça tudo e cuide de seu futuro, pra que tenha um leito de morte com a mínima honra possível.
Centelha da Compreensão Universal. É a forma que nomeio essa sensação que sou impotente quando se trata de descreve-la em palavras. É simplesmente saber que se sabe de tudo. Mas é tão rápido quanto a vida humana em relação ao cosmo. Ínfima.
Disseram os budistas há muito tempo, alcançar e contemplar A Centelha a partir exercícios de meditação, mas tiro destes o mérito por creem em coisas maiores que si mesmo se não o próprio Todo. O momento de paz não é ingrediente imprescindível pra chegar A Centelha. Ela pode nascer do desespero, da raiva, da sonolência, do delírio e até da própria paz. Ela só não pode chegar ao burros, a esses A Centelha corre longe.
Sobre Macular-se
Depois de todo o trabalho limpando-se pra poder enxergar a si mesmo de baixo de tanta lama, é hora de lambuzar-se novamente. Não se pode sair por aí dizendo que alcançou a revelação universal, inicialmente porque essa não existe e depois porque lhe internariam em um hospício se você não morresse de fome antes. Tudo que precisava era ter a visão de sua pele por baixo da camada espessa de lama. Nada mais. Visitar a si mesmo no mínimo uma vez. Está assim um passo à frente de bilhões.
Não poderá fugir do que o Todo lhe reservou para desenhar seu livro, mas poderá escrever nele o que bem entender, se assim, lutar contra a cegueira e contra a mão que tenta lhe lecionar a escrita, da qual maneira mais entende por aceitável. É hora de se inserir no mundo dos sujos, no seu mundo, esse é seu lugar; e já que há tanta merda pra todos os lados, não seria indiscrição sujar mais.
Negligenciar o corpo é a tolice dos fracos que se camuflam com falsa inteligência. Atrofiar a ferramenta de contato com o mundo real para elevar-se de maneira conveniente apenas no plano mental é um ato restringido aos asnos. Não é sobre estética ou perfeição, é sobre experiência e amor próprio.
“Pelos portões do meu reino não entram os fracos, nos portões do meu reino os feios são barrados e a pena, humildade, medo e submissão são drogas que proíbo o tráfico. Com pena de expulsão. E pra fora das paredes existe um deserto, onde o que definha e o que está em estado mais avançado de putrefação é digno da falsa atenção e do direito de ser salvo. Tomaram muito sol na cabeça e agora cultuam valores inferiores. O que houve nesse deserto? O que ouves? Só lamúrios.”
O Álibe
Pra quem pôde sentir A Centelha, pra quem pôde entender que O Nada é precedente ao Todo, virá o escudo mais forte. Escudo esse que é incapaz de proteger a ti de pau e pedra, mas que o mantem longe do golpe mais destrutivo que se tem conhecimento. O golpe que tu próprio desfere contra ti. Um golpe abstrato que vem de dentro, que infecta e corroe. Sua ferramenta contra o vacilo e contra o ato carente de nobreza que é hesitar frente ao desejo e necessidade. Seu Álibe que lhe cobre internamente dos dedos que apontam com raiva pra um Ego que se massageou, e que foi verdadeiro consigo mesmo. O Nada.
Deixe o uso demasiado do Álibe para os inexperientes, para os não estrategistas, para os iniciantes. O aço desse escudo não vai se desgastar se o manter sob manutenção, nem vai deixar que avariem sua consciência; todavia, como todo bom remédio, há de ter um terrível efeito colateral, não será esse que fugirá do balancete de funcionalidade. Com certeza não.
O abuso do Álibe, que é inevitavelmente interno, o levará a pelejar a procura de companheiros e confiança, porque quando o Álibe te proteje de ti mesmo, não lhe proteje do próximo. Nem evita que o Ego desse vá doer, se no contexto estiver escrito que irá.
Não se trata de pena, nem de hesitação, mas de racionalização, usar do que tens trancado a osso no crânio. Um homem precisa tanto de amigos quanto precisa de sexo, comida ou bebida. Ser sociável por evolução. É transtornado e rabugento aquele que jaz sozinho. Moderação no uso do Álibe é o ato do que dominou o que foi dito.
Sobre Iludir
Próximo de como faz o mago, ou o ilusionista que se apresenta pra multidão. Iludir é a palavra mais correta possível, seja qual for o contexto. O Ego projeta o Eu no Todo, o Eu age por alimentar o Ego, esse cresce com o fermento da conquista, retirada do ato do bem feito. O Ego que cresce mantem o Eu forte, e projeta novas ilusões no Todo. Essas sempre mais belas, e sempre mais astutas. Não critico, analiso o natural.
A problemática é que desviaram-se os valores conforme mudava o modo de vida. O ser humano perdeu a fé em si próprio. E empurrou a força e a vontade pra coisas dignas de desprezo. Feliz daquele que sabe que os outros são seu braços.
Esqueceram de ensinar ao filhos que nascem, como iludir de forma correta e convincente. Agraciado aquele que faz um bom show.
Agora quem tem olhos voltados pra cá, aprenderá a arte de iludir, da qual alguns já nascem fazendo tão bem.
Seu palco é circular, e as tábuas do assoalho são os outros Egos e “Eu’s”, da mesma forma que esses são também sua platéia. Sustentam seu show, e o analisam. A atuação padrão do que se vê em destaque é a do Superior. Explicitada pela liderança, pela inteligência, pela força, pela influência e charme. E implicitada pela simpatia, compreensão, benevolência e humildade. Essa última ainda que proibida o tráfico no meu reino, deve ser usado como um poderoso alucinógeno, com cautela e esporádicamente. Seu uso em demasia é punido com auto depreciação; a humildade tem sua origem no culto a fraqueza como bendito. Oponho-me.
Todavia use a humildade para amenizar a dor alheia daquele que sente o calor vibrante de sua alma vitoriosa e a inveja. Cure o coração do penoso camuflando seu excelsior por um instante. Não de fraqueza, mas de maéstrica inteligência.
O fraco pode tirar o juz de seu nome, se mergulha em dor. Dor proveniente das queimaduras causadas pelo brilho excessivo do Superior. E como o cupim corroe a madeira, esse pode transformar todo seu assoalho em pó. Conto aqui com teu poder de observação pra julgar astutamente quem é digno de ser entorpecido com tua falsa humildade. Dar atenção ao cupim de mandibulas inúteis é perda de tempo, além de mal uso do enteógeno.
Dos maiores busque a superação, fantasiada de indiferença desdenhosa ilusória; cultivar-lhes a simpatia de maneira errada lhe põe em papel de aprendiz. Dos iguais busque ou rivalidade ou aliança; dos iguais sairão bons companheiros e fortes oponentes. Dos fracos cative admiração, respeito e medo.
Sobre o Ego e o Eu
As mentes de presença concomitante a minha no todo atual, acreditam, devido a semente plantada por outro homem a longa data, que o ego seja superficial, e de alguma maneira inferior ao Eu. Não sei ao certo que turvo pensamento lhe jogou isso na cabeça, tirando da nossa nascente de impulsos o título de primordial e dando esse ao Eu, mera representação do Ego no Todo.
O ser não tem percepção da própria existência até que crie seu Ego e seus caprichos, deste proveniente. A percepção de Eu é dada em relação ao mundo físico, só é viável após a construção do Ego e esse último maculado pela moral.
Estude com afinco e volte ao início dos tempos, quando começaram a ser fundamentadas certas proibições. Destrinche seus motivos, suas idéias e a força da qual se usou para se impor essa ordem. Aquele que é de um pouco de racionalidade verá que não há fundamento válido pra nada disso, e que o embasamento e o interesse proibitivo é proveniente muitas vezes, de seitas e religiões que creêm no impalpável.
É mister que o estudante seja cauteloso no momento de maculação, para não deixar que penetre lodo pelos poros do Eu, atingindo por conseguinte o Ego. Toda a falcatrua moral criada a longa data, se enraizada no Ego causará extensa dificuldade quando pensar-se em purificação, isso se com sorte não tender ao impossível.”
O Nada
Para compreender as engrenagens regentes do infinito e das possibilidades, o ser que porta inteligente curiosidade, deve primeiro, desmantelar-se. A si, e ao todo. Como uma criança no auge de sua vontade de aprender, desmonta um rádio que não o pertence, sob risco de surra, simplesmente para ver de que forma vibram e saltam seus mecanismos.
Deve se voltar ao primordial, ao início, a aquilo que permite que a matéria e a energia vaguem por aí em constante transformação. O Nada. Aquele que, como uma folha branca na mão de um escritor, permite a obra da criação, simplesmente por dar a dádiva das infinitas possibilidades de invenção.
Antes d’O Tudo, veio O Nada, o vácuo pacífico onde ainda hoje vaga toda a parte palpável e não palpável do universo. Devemos ao Nada o respeito por abdicar sua própria inexistência, para nos dar a chance de experimentar das melhores sensações, essas padronizadas pelo modelo regente de Todo; e simplesmente existir.
Para respeitar o Nada e seu nobre ato de compaixão, deve-se saber de um conceito, que é a única verdade absoluta: “Nada existe”. Parece uma divagação proveniente de uma bebedeira numa data especial ou a frase favorita de um niilista desiludido, mas é o que todo ser prudente deveria saber.
Quando O Nada nos deu a dádiva da existência, jogou-nos em uma ilusão onde o mesmo não existia, quando na verdade, este preenche cada lacuna infértil, que no começo dos tempos, matéria e energia foram incapazes de produzir qualquer infinitude de coisa.
Se um dia o vácuo foi a única existência, então nada realmente é válido. É um princípio primordial, mas que deve ser entendido com cuidado, porque, seu mau uso pode arrancar da vida um sentido, paradoxalmente a finalidade do entendimento disso, que é, dar-lhe um motivo.
Sobre Purificar-se
Sob a luz de que nada realmente é válido, é hora de lavar a mente do agraciado. Entendendo que no micro contexto que se insere seu Ego e seu Eu, tudo que tenta reger é contrário, é contraditório e é bolado por outros Egos e Eus, que como é de se esperar, debatem-se tentando escalar por entre as cabeças alheias.
O primeiro passo prudente na purificação pode ser feito neste exato instante; não acredite nesse livro, dê a sua mente a liberdade de vagar tola por um mundo caótico. Dê a si, a graça da sorte e a maravilha que são as possibilidades. Leia cada linha imprudente desta obra com dúvida e desdem, só assim poderá alcançar-se um dia o Ego que um ser humano correto deveria ter.
Destrua seus conceitos, desacredite nas suas verdades, cegue-se as suas convenções, liberte-se de tudo que automatiza seus atos. Religião, método, sociedade, valor, moral, engajamento. Dê a todos esses buracos negros engolidores de liberdade o castigo da indiferença. Mate seus líderes e esqueça os mártires, basear-se no inatingível é o ato do homem que ama a si e a sua raça. Demita seus ídolos, cultive seus fãs.
Tolice daquele que agora arregala os olhos com distinto espanto, e taxa de subversivo as palavras ditadas a pouco. Este sim, está entalado até o pescoço no modelo de vida que lhe arranjaram antes mesmo de residir no testículo de seu pai.
Não viverá jogado a incerteza o que se propõem a executar o exercício, pois o mesmo só durará um instante, o instante em que sua mente sabe que é livre. Peço aquele que não pôde sentir que esqueça tudo e cuide de seu futuro, pra que tenha um leito de morte com a mínima honra possível.
Centelha da Compreensão Universal. É a forma que nomeio essa sensação que sou impotente quando se trata de descreve-la em palavras. É simplesmente saber que se sabe de tudo. Mas é tão rápido quanto a vida humana em relação ao cosmo. Ínfima.
Disseram os budistas há muito tempo, alcançar e contemplar A Centelha a partir exercícios de meditação, mas tiro destes o mérito por creem em coisas maiores que si mesmo se não o próprio Todo. O momento de paz não é ingrediente imprescindível pra chegar A Centelha. Ela pode nascer do desespero, da raiva, da sonolência, do delírio e até da própria paz. Ela só não pode chegar ao burros, a esses A Centelha corre longe.
Sobre Macular-se
Depois de todo o trabalho limpando-se pra poder enxergar a si mesmo de baixo de tanta lama, é hora de lambuzar-se novamente. Não se pode sair por aí dizendo que alcançou a revelação universal, inicialmente porque essa não existe e depois porque lhe internariam em um hospício se você não morresse de fome antes. Tudo que precisava era ter a visão de sua pele por baixo da camada espessa de lama. Nada mais. Visitar a si mesmo no mínimo uma vez. Está assim um passo à frente de bilhões.
Não poderá fugir do que o Todo lhe reservou para desenhar seu livro, mas poderá escrever nele o que bem entender, se assim, lutar contra a cegueira e contra a mão que tenta lhe lecionar a escrita, da qual maneira mais entende por aceitável. É hora de se inserir no mundo dos sujos, no seu mundo, esse é seu lugar; e já que há tanta merda pra todos os lados, não seria indiscrição sujar mais.
Negligenciar o corpo é a tolice dos fracos que se camuflam com falsa inteligência. Atrofiar a ferramenta de contato com o mundo real para elevar-se de maneira conveniente apenas no plano mental é um ato restringido aos asnos. Não é sobre estética ou perfeição, é sobre experiência e amor próprio.
“Pelos portões do meu reino não entram os fracos, nos portões do meu reino os feios são barrados e a pena, humildade, medo e submissão são drogas que proíbo o tráfico. Com pena de expulsão. E pra fora das paredes existe um deserto, onde o que definha e o que está em estado mais avançado de putrefação é digno da falsa atenção e do direito de ser salvo. Tomaram muito sol na cabeça e agora cultuam valores inferiores. O que houve nesse deserto? O que ouves? Só lamúrios.”
O Álibe
Pra quem pôde sentir A Centelha, pra quem pôde entender que O Nada é precedente ao Todo, virá o escudo mais forte. Escudo esse que é incapaz de proteger a ti de pau e pedra, mas que o mantem longe do golpe mais destrutivo que se tem conhecimento. O golpe que tu próprio desfere contra ti. Um golpe abstrato que vem de dentro, que infecta e corroe. Sua ferramenta contra o vacilo e contra o ato carente de nobreza que é hesitar frente ao desejo e necessidade. Seu Álibe que lhe cobre internamente dos dedos que apontam com raiva pra um Ego que se massageou, e que foi verdadeiro consigo mesmo. O Nada.
Deixe o uso demasiado do Álibe para os inexperientes, para os não estrategistas, para os iniciantes. O aço desse escudo não vai se desgastar se o manter sob manutenção, nem vai deixar que avariem sua consciência; todavia, como todo bom remédio, há de ter um terrível efeito colateral, não será esse que fugirá do balancete de funcionalidade. Com certeza não.
O abuso do Álibe, que é inevitavelmente interno, o levará a pelejar a procura de companheiros e confiança, porque quando o Álibe te proteje de ti mesmo, não lhe proteje do próximo. Nem evita que o Ego desse vá doer, se no contexto estiver escrito que irá.
Não se trata de pena, nem de hesitação, mas de racionalização, usar do que tens trancado a osso no crânio. Um homem precisa tanto de amigos quanto precisa de sexo, comida ou bebida. Ser sociável por evolução. É transtornado e rabugento aquele que jaz sozinho. Moderação no uso do Álibe é o ato do que dominou o que foi dito.
Sobre Iludir
Próximo de como faz o mago, ou o ilusionista que se apresenta pra multidão. Iludir é a palavra mais correta possível, seja qual for o contexto. O Ego projeta o Eu no Todo, o Eu age por alimentar o Ego, esse cresce com o fermento da conquista, retirada do ato do bem feito. O Ego que cresce mantem o Eu forte, e projeta novas ilusões no Todo. Essas sempre mais belas, e sempre mais astutas. Não critico, analiso o natural.
A problemática é que desviaram-se os valores conforme mudava o modo de vida. O ser humano perdeu a fé em si próprio. E empurrou a força e a vontade pra coisas dignas de desprezo. Feliz daquele que sabe que os outros são seu braços.
Esqueceram de ensinar ao filhos que nascem, como iludir de forma correta e convincente. Agraciado aquele que faz um bom show.
Agora quem tem olhos voltados pra cá, aprenderá a arte de iludir, da qual alguns já nascem fazendo tão bem.
Seu palco é circular, e as tábuas do assoalho são os outros Egos e “Eu’s”, da mesma forma que esses são também sua platéia. Sustentam seu show, e o analisam. A atuação padrão do que se vê em destaque é a do Superior. Explicitada pela liderança, pela inteligência, pela força, pela influência e charme. E implicitada pela simpatia, compreensão, benevolência e humildade. Essa última ainda que proibida o tráfico no meu reino, deve ser usado como um poderoso alucinógeno, com cautela e esporádicamente. Seu uso em demasia é punido com auto depreciação; a humildade tem sua origem no culto a fraqueza como bendito. Oponho-me.
Todavia use a humildade para amenizar a dor alheia daquele que sente o calor vibrante de sua alma vitoriosa e a inveja. Cure o coração do penoso camuflando seu excelsior por um instante. Não de fraqueza, mas de maéstrica inteligência.
O fraco pode tirar o juz de seu nome, se mergulha em dor. Dor proveniente das queimaduras causadas pelo brilho excessivo do Superior. E como o cupim corroe a madeira, esse pode transformar todo seu assoalho em pó. Conto aqui com teu poder de observação pra julgar astutamente quem é digno de ser entorpecido com tua falsa humildade. Dar atenção ao cupim de mandibulas inúteis é perda de tempo, além de mal uso do enteógeno.
Dos maiores busque a superação, fantasiada de indiferença desdenhosa ilusória; cultivar-lhes a simpatia de maneira errada lhe põe em papel de aprendiz. Dos iguais busque ou rivalidade ou aliança; dos iguais sairão bons companheiros e fortes oponentes. Dos fracos cative admiração, respeito e medo.
Sobre o Ego e o Eu
As mentes de presença concomitante a minha no todo atual, acreditam, devido a semente plantada por outro homem a longa data, que o ego seja superficial, e de alguma maneira inferior ao Eu. Não sei ao certo que turvo pensamento lhe jogou isso na cabeça, tirando da nossa nascente de impulsos o título de primordial e dando esse ao Eu, mera representação do Ego no Todo.
O ser não tem percepção da própria existência até que crie seu Ego e seus caprichos, deste proveniente. A percepção de Eu é dada em relação ao mundo físico, só é viável após a construção do Ego e esse último maculado pela moral.
Estude com afinco e volte ao início dos tempos, quando começaram a ser fundamentadas certas proibições. Destrinche seus motivos, suas idéias e a força da qual se usou para se impor essa ordem. Aquele que é de um pouco de racionalidade verá que não há fundamento válido pra nada disso, e que o embasamento e o interesse proibitivo é proveniente muitas vezes, de seitas e religiões que creêm no impalpável.
É mister que o estudante seja cauteloso no momento de maculação, para não deixar que penetre lodo pelos poros do Eu, atingindo por conseguinte o Ego. Toda a falcatrua moral criada a longa data, se enraizada no Ego causará extensa dificuldade quando pensar-se em purificação, isso se com sorte não tender ao impossível.”
Sobre Mosckedovarko •- •
Primeiramente, gostaria de agradecer a meu amigo Madaleno Pistone por traduzir os textos do inglês para português. Os originais estavam em russo, e não sei absolutamente nada dessa língua, mas consegui em inglês com um amigo que prefere manter-se anônimo. É de se compreender o por que.
Undervick Mosckedovarko foi o autor de um dos livros que mais revolucionou, inspirou e dividiu opiniões no mundo. Foi também notável em número de páginas. Há boatos de que até Darwin citou Undervick em um de seus livros.
Toda e qualquer cópia, seja manuscrita ou impressa, do livro de Undervick é mais oculta do que o Codex Giga e mais rara do que os supostos volumes originais do Necronomicron. Uma das únicas maneiras de se conseguir um livro dele é pelo mercado negro Russo, e ainda assim, não é nada fácil.
Esse livro conteria verdades que todas as religiões do mundo temem que sejam divulgadas, e outras mais que sequer alguém saiba que existe. Pessoas foram mortas, informações foram ocultadas. A história da Rússia foi modificada, e até a poderosa Google e o Yahoo tiveram problemas relacionados a informações sobre ele colocadas em seus servidores. Sites sobre ele desaparecem pouco tempo após terem sido colocados no ar, como se uma “Echelon” varresse a rede em busca de informações sobre ele, eliminando os sites que as contem. Por esse mesmo motivo, criei um blog, ao invés de um site. Blogs costumam durar mais tempo online. Tempo suficiente pra que eu consiga divulgar um pouco sobre esse mistério e quem sabe, até, conseguir encontrar outras pessoas interessadas no assunto para trocar informações.
Undervick Mosckedovarko foi o autor de um dos livros que mais revolucionou, inspirou e dividiu opiniões no mundo. Foi também notável em número de páginas. Há boatos de que até Darwin citou Undervick em um de seus livros.
Toda e qualquer cópia, seja manuscrita ou impressa, do livro de Undervick é mais oculta do que o Codex Giga e mais rara do que os supostos volumes originais do Necronomicron. Uma das únicas maneiras de se conseguir um livro dele é pelo mercado negro Russo, e ainda assim, não é nada fácil.
Esse livro conteria verdades que todas as religiões do mundo temem que sejam divulgadas, e outras mais que sequer alguém saiba que existe. Pessoas foram mortas, informações foram ocultadas. A história da Rússia foi modificada, e até a poderosa Google e o Yahoo tiveram problemas relacionados a informações sobre ele colocadas em seus servidores. Sites sobre ele desaparecem pouco tempo após terem sido colocados no ar, como se uma “Echelon” varresse a rede em busca de informações sobre ele, eliminando os sites que as contem. Por esse mesmo motivo, criei um blog, ao invés de um site. Blogs costumam durar mais tempo online. Tempo suficiente pra que eu consiga divulgar um pouco sobre esse mistério e quem sabe, até, conseguir encontrar outras pessoas interessadas no assunto para trocar informações.
Inaugurando o Blog •- •
Olá, leitores e curiosos!
Sou Alfredo Linhares, um pesquisador, e acima de tudo, um curioso, e criei esse blog para compartilhar com vocês informações que consegui sobre o misterioso Undervick Mosckedovarko. Acompanhe!
Sou Alfredo Linhares, um pesquisador, e acima de tudo, um curioso, e criei esse blog para compartilhar com vocês informações que consegui sobre o misterioso Undervick Mosckedovarko. Acompanhe!